Precisão

Como validamos os cálculos

Um resultado de engenharia só vale se puder ser conferido. Esta página reúne o que o ClimaApp confronta com referências externas, os números que saíram dessas comparações e o que ainda não está fechado. Ela é atualizada a cada validação nova.

+11,7 %

carga térmica contra o Carrier HAP, com SHR praticamente igual — para o lado seguro

0,4 %

erro médio da irradiação diária no Rio depois da calibração solar com NASA POWER (era 6,5 %) — 56 cidades calibradas

2,6 milhões

de valores comparados bit a bit entre os motores no servidor e os originais — zero diferenças

1. Carga térmica × Carrier HAP

O ClimaApp Carga Térmica usa o método CLTD/SCL/CLF da NBR 16401, que soma os picos de cada componente. O Carrier HAP simula hora a hora e encontra o pico simultâneo real. Comparamos os dois sobre o mesmo projeto, com os mesmos dados de entrada e o mesmo fator de segurança de 10 %.

CasoGrandezaCarrier HAPClimaAppΔ
Supermercado — Rio de Janeiro
1.574 m², zona única, cobertura e ar externo dominantes · agosto de 2026
Carga total319,7 kW · 90,9 TR357,3 kW · 101,6 TR+11,7 %
Sensível247,0 kW273,1 kW
Latente72,7 kW84,1 kW
SHR0,7730,764

Por que 11 % a mais é o resultado esperado. O CLTD soma picos que não coincidem no tempo (a cobertura pica às 13–14 h; o HAP achou o pico do conjunto às 17 h) e trata a massa térmica por classe de parede, sem o amortecimento hora a hora. Um método de pico sempre fica acima de uma simulação horária, e é assim que a NBR 16401 espera que ele seja usado. O SHR quase idêntico mostra que a proporção sensível/latente — a que define a serpentina — está certa.

O que essa comparação também revelou, e virou correção: a vazão de insuflamento estava sendo calculada sobre o sensível total em vez do sensível do recinto, e o padrão de temperatura de insuflamento colocava o usuário fora da faixa usual de m³/h por TR. As duas correções estão no ar desde 29/08/2026.

2. Motor solar calibrado para o Brasil

As tabelas solares clássicas (coeficientes A/B/C da ASHRAE) foram ajustadas nos Estados Unidos e indexam a atmosfera pelo mês do calendário: o "janeiro" delas é inverno seco. Aplicadas ao Rio em janeiro — auge do verão úmido — superestimam a radiação direta em até 28 % e subestimam a difusa em até 72 %.

O ClimaApp usa o modelo tau adotado pela ASHRAE em 2009, com profundidades ópticas ajustadas por mínimos quadrados, mês a mês, contra a irradiância horária de céu claro do NASA POWER (direta normal e difusa, ano de 2019), para as 56 cidades do seletor do módulo. No Rio, o erro médio da irradiação diária caiu de 6,5 % para 0,4 %; em todas as 56 cidades o erro mensal fica dentro de ±1 %. A climatologia de temperatura e nebulosidade de cada cidade (20 anos, 2001–2020) vem da mesma fonte.

3. Motores no servidor, idênticos aos originais

Carga Térmica, Duct e Difusores calculam no servidor. Antes de publicar cada um, o motor novo rodou lado a lado com o original sobre milhares de projetos gerados aleatoriamente, incluindo entradas patológicas:

MóduloCasosValores comparadosDiferenças
Carga Térmica243 projetos × 5 variantes41.5450
Duct4.000 instalações, 27.285 trechos647.5550
Difusores300 contextos, 29.852 candidatos1.940.9800

No Duct, a bateria encontrou um defeito que o módulo original carregava (uma dimensão zerada com a geometria travada congelava o recálculo) — corrigido no caminho.

4. O que sai no papel — relatório de exemplo

Validação só conta se o projetista consegue conferir o próprio projeto. Cada relatório do ClimaApp Carga Térmica traz as condições de projeto, a composição de cada ambiente, as tabelas de paredes, cobertura, janelas, cargas internas e ar externo com U, CLTD, SCL e CLF por linha, o resumo por ambiente, a curva de carga diária e a seleção de sistemas. Este é o relatório do projeto-exemplo que vem dentro do módulo — uma residência no Rio de Janeiro com nove ambientes e dois sistemas — gerado sem nenhuma edição:

Abrir o relatório de exemplo (PDF, 22 páginas)

5. O que ainda não está fechado

Um único caso contra o HAP, dominado por cobertura e ar externo — falta um projeto com fachada de vidro, onde a calibração solar pesa mais. O céu difuso é tratado como isotrópico e a calibração solar usa um ano de referência (2019); falta repetir com a série longa. A análise energética anual usa dia típico mensal, e a correção de COP e capacidade pela temperatura externa usa coeficientes genéricos (2 %/°C contra a temperatura do ensaio AHRI de cada razão de carga, +0,5 %/°C de capacidade abaixo de 35 °C; editáveis) — falta confrontar com contas de energia reais. O Duct e a Psicrometria têm equivalência com os próprios originais, mas ainda não têm um caso-ouro externo publicado. Cada um desses itens entra aqui quando for resolvido.

Fontes: relatórios do Carrier HAP v4.90 (Systems Design Report, Air System Inputs, SPACE) do projeto comparado; NASA POWER (irradiância horária de céu claro, 2001–2020); ASHRAE Handbook — Fundamentals; ABNT NBR 16401. Ferramentas técnicas independentes — não substituem a responsabilidade do projetista.

Criar conta grátis Conhecer o Carga Térmica